quarta-feira, 8 de maio de 2013

Encontro 07/05/2013

A partir das leituras realizadas sobre o tema avaliação, páginas 35 a 40 das Diretrizes Curriculares da Educação Básica para o Ensino Fundamental da Prefeitura Municipal de Campinas e páginas 22 a 27 do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - Currículo Inclusivo: O direito de ser alfabetizado Ano 3 Unidade 1, nos vimos envolvidas em uma discussão proposta pelas seguintes questões:

O que avaliar?
Como avaliar?
Para que avaliar?

É preciso avaliar os conhecimentos que as crianças já possuem, adquiridos nos anos anteriores de escolaridade e nas experiências socioculturais que experiencia para além dos muros escolares, bem como, é de fundamental importância que a  avaliação aconteça ao longo de todo o processo de ensino/aprendizagem, identificando assim as aprendizagens que vão sendo efetivadas, reconhecendo os resultados obtidos.
A avaliação acontece para favorecer aprendizagens e valorizá-las, para compreender o que já sabem, para garantir que as aprendizagens não consolidadas em uma etapa possam ser garantidas em etapas posteriores, para pensar em novas propostas de intervenção e para que o planejamento aconteça de forma mais segura. 
Após o término do nosso encontro voltei para casa pensando na questão da auto-avaliação que muitas vezes as crianças fazem sem nem serem provocadas a isto, quando observam os saltos que dão em suas aprendizagens e relatam naturalmente suas descobertas. Lembrei-me então de um conjunto de cadernos, alguns estudados em um Grupo de Trabalho sobre Currículo (http://gtcurriculopadrenarciso.blogspot.com.br/desenvolvido em minha escola durante os anos de 2011 e 2012 e fiz o seguinte recorte: 
"Outro aspecto fundamental de uma avaliação formativa diz respeito à construção da autonomia por parte do estudante, na medida em que lhe é solicitado um papel ativo em seu processo de aprender. Ou seja, a avaliação formativa, tendo como foco o processo de aprendizagem, numa perspectiva de interação e de diálogo, coloca também no estudante, e não apenas no professor, a responsabilidade por seus avanços e suas necessidades. Para tal, é necessário que o estudante conheça os conteúdos que irá aprender, os objetivos que deverá alcançar, bem como os critérios que serão utilizados para verificar e analisar seus avanços de aprendizagem." (Fernandes, p.22)
Disponível em <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/indag5.pdf>
Acesso em 08/05/2013

Talvez devesse aprender a envolver as crianças mais efetivamente também nos processos de avaliação e não apenas no planejamento - como atualmente busco fazer - para procurar por mais sentidos para elas e para mim mesma, maior envolvimento e compreensão do que, como e para que são avaliadas.

Fica a dica....
Fonte: http://matematicanacidadela.blogspot.com.br/2008/06/para-que-serve-avaliao.html
Outras questões surgiram para provocar outras discussões e novos olhares:

Como registrar os progressos das crianças que não podem ser escritos por elas, que não ficam no papel, mas que acontecem em momentos distintos, como: rodas de conversa, jogos pedagógicos, atividades em grupos diversificados ou duplas, etc.? 

Quando a reprovação é um benefício ao aluno? Não seria melhor pensar em novas formas de agrupamentos e organização dos ciclos de aprendizagem para a garantir a aquisição de conhecimento de todos e de cada um independentemente da turma a que pertence?

Bibliografia
Fernandes, Cláudia de Oliveira - Indagações sobre currículo : currículo e avaliação / [Cláudia de Oliveira Fernandes, Luiz Carlos de Freitas] ; organização do documento Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.


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