REGISTRO
DE ATIVIDADE ELABORADA
NO 8⁰. ENCONTRO - PNAIC
PROFESSORA
Simone Franco
3⁰.
Ano B –Emef. Pe. José Narciso Vieira Ehrenberg
PARA ENTENDER ESTA ATIVIDADE
Uma das atividades
realizadas quase que diariamente em minha sala é a disponibilização de diversos
materiais de leitura, como leitura deleite ou como um momento onde amigos
leitores ajudam aqueles que ainda estão vivendo o processo de aquisição da
leitura, ao final da aula ou quando as crianças terminam suas atividades.
São caixas de gibis, caixas
do PNAIC, caixas com livros/textos produzidos por nossa turma e caixas de
diferentes gêneros literários produzidos por outras turmas que tive ao longo
dos 12 anos que estou nesta escola.
Em um destes momentos uma
das crianças encontrou as histórias pessoais de alunos de uma turma de 2⁰.
Série que tive em 2006. Neste texto, simples e curto, as crianças descreviam o
que julgaram importante contar sobre si mesmas e na capa (de um quarto de
cartolina dobrado ao meio) havia um autorretrato feito pelas próprias crianças.
Este aluno muito interessado
fez a leitura e compartilhou com outros amigos da sala e em grupo vieram me
pedir para fazer também. Foi assim que começamos a desenvolver esta proposta.
Primeiramente fizeram em
duplas (entre as crianças ou tendo a professora como escriba) uma lista de
itens que gostariam que aparecesse no texto, como: nome, idade, escola, amigos,
coisas que preferem em suas vidas, sonhos, coisas que os deixam alegres, etc.
Em um novo momento, também
em duplas (somente entre as crianças), um aluno com mais habilidade na escrita,
registrava o texto do amigo que ditava a partir da lista feita anteriormente.
Esta etapa levou um tempo maior e foi interrompida pela greve dos servidores
municipais.
Na volta as aulas e com os
textos produzidos as crianças se dedicaram a digitá-los na sala de informática.
Minha ideia era então
proporcionar momentos de revisão e reescrita dos textos, entre as crianças,
tendo a professora como escriba e com auxílio dos oficineiros do + Educação, o
que veio de encontro com a proposta de atividade elaborada no curso do Pnaic
pelas professoras de 3⁰. Ano – a reescrita de um texto.
As crianças foram
organizadas em duplas, sendo uma leitora fluente e a outra em processo de
aquisição. A proposta foi que ao ler o texto, fossem observadas diferentes
questões: o que deveria ser alterado na escrita de palavras, no espaço entre
elas, na utilização de pontos e parágrafos e outros detalhes que julgassem
necessários.
Nem todas as duplas chegaram
a completar a atividade, devido ao tempo e por ser uma atividade que exige uma
atenção constante e alguns acabam se cansando. Em outros casos, observei que
precisavam da mediação de um adulto mais pontualmente, como estava sozinha
durante a realização da proposta, deixamos para terminar a revisão/reescrita em
outro momento.
Kauê agora apresenta uma
hipótese silábico-alfabética de escrita, mas no início do ano, recém chegado
das férias, ainda se mostrava muito inseguro para colocar suas hipóteses por
escrito. Portanto, durante a escrita da lista, atuei como mediadora da escrita
e da elaboração das ideias.
No entanto, durante a
primeira escrita e a revisão conseguiu participar mais ativamente, tendo uma
colega da turma (que geralmente faz parceria com ele durante as atividades que
exigem esta organização) como escriba de seu texto a partir do que quis contar.
É importante observar que
durante a escrita da lista, após terminarmos os itens, Kauê começou a respondê-los
como se fosse um questionário, em seguida no primeiro texto, a lista de
palavras se transforma em uma lista de frases e apenas com a revisão/reescrita
é que chegamos ao texto mais formatado, tendo a mediação da professora apenas para
a escolha e colocação de parágrafos.
João é um aluno que está
alfabético desde o começo do ano, fez sua lista sozinho, tendo liberdade para
descartar itens que em um segundo momento não quis colocar em seu texto.
Consegue produzir uma
escrita cursiva, mas alterna seu uso quando sua atenção está mais voltada para
o que escrever e como melhorar seu texto.
Diferentemente do Kauê que
teve uma amiga como interlocutora, João ao produzir sozinho seu texto ficou
dedicado apenas a correção ortográfica, de concordância e na utilização do
parágrafo, já Kauê conseguiu acrescentar novas informações ao seu texto a
partir da mediação de sua parceira de dupla.
Pretendo retomar a
revisão/reescrita dos textos em um momento que puder contar com outros adultos
em sala de aula, para em seguida podermos fazer as correções nos textos
digitados na sala de informática, levando ao produto final de cada história
pessoal com seus correspondentes autorretratos.