terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Seminário do Pnaic

Obrigada a todas por toda troca e parceria deste ano, foi bom demais estar com vocês.
Somos bem melhores quando aprendemos juntos.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Chegando ao fim...apenas um começo!

Em nosso último encontro fomos brindadas com esta linda animação - postada abaixo - que pode expressar com mais beleza o sentimento que me mobiliza agora.
Ao longo deste ano, conhecemos novas pessoas, trocamos conhecimentos, aprendemos, partilhamos, fomos pouco a pouco formando, (de)formando, (trans)formando nossos olhares, nossas práticas.
Chegamos ao fim de um momento que pode ser considerado como um novo começo para novas parcerias, novos olhares e aprendizagens para agora e para sempre. Vamos juntos?




“Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Está é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado.”  Paulo Freire (Pedagogia da Autonomia, pág.59).

Encontro 19/11/2013

A importância do registro

O registro em nossa profissão deveria fazer parte do saber fazer docente, não apenas o registro escrito, mas o imagético através de fotos e filmagens.
Este registro nos leva a reconhecer-nos como produtores de conhecimento e pode nos ajudar a reavaliar nossa prática, a tomar certa distância para afinar nosso olhar e pensarmos o cotidiano da sala de aula de novas maneiras.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Encontro 12/11/2013

Meninos e meninas com saberes, curiosidades e necessidades distintas que juntos podem ser agrupados de diversas maneiras para compartilhar e construir novos conhecimentos. Fazendo uso de diferentes suportes textuais e se expressando através de múltiplas linguagens o que lhes permite expor suas habilidades para além da aquisição dos conhecimentos de leitura e escrita, se reconhecendo como indivíduos autores e protagonistas de suas aprendizagens.

A heterogeneidade em sala de aula e diversificação de atividades

Organizei uma apresentação com imagens que possam representar um pouco da heterogeneidade e diversificação de atividades que busco viver em minha sala de aula.

Encontro 05/11/2013

Pensando no que me mobiliza diariamente para comunicar aos parceiros no I Seminário do PNAIC em 03/12. Um breve resumo...


Diálogo sobre a experiência do planejamento compartilhado

Durante 13 anos como professora alfabetizadora, o exercício do meu saber/fazer docente vem se (trans)formando, as vivências acadêmicas de minha formação inicial, a interação com os diversos sujeitos (crianças, familiares, professores...), as expectativas impostas pela rede pública de ensino e a busca por um diálogo entre todos estes outros do mesmo eu, me levam a novas escolhas para o meu saber/fazer docente. O constante conflito que enfrento a respeito do esperado da escola, sociedade, e a real necessidade das crianças sobre o que é aprender, para além da aquisição da linguagem escrita e matemática, vêm se constituindo no diálogo vivido nestas interações. Por dez anos experienciei o diálogo cotidiano em parceria com a Professora Maria Fernanda Buciano, nomeando em sua dissertação de mestrado, defendida em 2012, um dos focos principais do nosso trabalho com o termo ‘planejamento compartilhado’ – utilizado por mim neste resumo. Com a oportunidade de continuar trabalhando com a mesma turma de alunos durante os três primeiros anos do Ciclo (de 2011 a 2013), vivencio junto as crianças a construção cotidiana de suas/nossas aprendizagens, privilegiando aspectos da formação humana a partir da escuta do que é significativo a elas aprender na escola. Trazem para a sala de aula suas curiosidades, perguntas, certezas que são elencadas em grupo e passam a fazer parte de uma lista de interesses pesquisadas através do planejamento compartilhado. O constante (re)planejamento dos estudos tem se tornado um momento de novas aprendizagens, conquistas, questões profissionais e a experiência deste desafio é o que desejo partilhar neste durante o I Seminário do PNAIC em 03/12/2013.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Encontros 22 e 29/10/2013

Usamos estes dois encontros para a elaboração de um Projeto em comum. O interessante desta oportunidade é formarmos um grupo heterogêneo com professoras de anos do Ciclo I distintos, com experiências próprias e pontos de vista particulares.
Construímos o projeto valorizando os conhecimentos produzidos por nós em sala de aula ao longo de tantos anos de experiência profissional, sobre uma nova ótica a partir dos estudos feitos com o curso do PNAIC e considerando os elementos básicos para a elaboração de projetos, como:

Título do projeto
Área do conhecimento
Trabalho interdisciplinar
Temas transversais
Tempo estimado
Produto
Conhecimentos/habilidades
Etapas
Materiais
Avaliação


Nosso projeto foi baseado na vida e obra de Vinícius de Moraes e em breve estará disponível a todos, por enquanto, fiquem com uma prévia.
Segue abaixo um vídeo montado pelo nosso grupo (professoras Débora, Lúcia, Daniela, Andréa e Simone) como material integrante do projeto.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Encontro 15/10/2013

Em 2013 durante o Seminário de Práticas da Emef. Padre José Narciso - Jardim São Marcos/Campinas., as professoras Simone Franco e Maria Cláudia Ferreira Corrêa (professora bilíngue da escola) apresentaram o resultado do projeto sobre animais de jardim desenvolvido em parceria com as crianças do 3. Ano B e da sala bilíngue. 

Este projeto contou com as seguintes etapas:

Observação das áreas verdes da escola e das moradias de cada criança.
Listagem em duplas dos animais de jardim identificados.
Divisão da turma em grupos para pesquisa de cada animal listado.
Em grupo elaboração das perguntas para pesquisa sobre cada animal.
Pesquisa em diferentes suportes: livros, revistas cientificas para crianças, internet, filmes, etc.
Organização dos conhecimentos levantados para apresentação para os demais grupos.

A seguir coloco na íntegra a apresentação feita por nós onde vocês podem encontrar algumas considerações sobre os desafios e sucessos deste projeto compartilhado.


Encontro 01/10/2013

Produção e revisão de textoEm 2011 a Turma do Brinquedo do 1.Ano B se encantou com a história "Forró no céu" e passamos um trimestre produzindo a nossa versão do texto, revisando-o e elaborando as ilustrações para o nosso livro.Forró no céu
View more presentations from Simone Franco

Encontro 24/09/2013

Aqui coloco outro exemplo de trabalho com um gênero textual (um link para o blog da rádio da Emef. Padre José Narciso - Jardim São Marcos, é só clicar no título azul abaixo). 
Neste caso, o trabalho foi desenvolvido com enfoque na oralidade (cantar a música para a rádio) e na produção de um texto explicativo sobre  a escolha desta música pela turma. Este trabalho foi realizado em parceria entre a professora da sala e as professoras e crianças responsáveis pela rádio da escola.

Clique no link em azul abaixo...

VibraSom: Turma do Planeta Água: Oi! Nós somos a Turma do Planeta Água, estamos no 3° ano B da Prof. Simone. Escolhemos esta música porque tem haver com o que estamos estu...


Encontro 17/09/2013

Começamos a aprofundar em nosso grupo do PNAIC a discussão sobre o uso de diferentes gêneros textuais em sala de aula. Coloco aqui uma produção realizada por uma turma de 2.Ano em 2012 que agregou o trabalho com diferentes gêneros.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Encontro 03/09/2013

O que sempre leio para as crianças....



Guilherme Augusto Araujo Fernandes é um daqueles livros que me emocionam sempre. Posso ler uma, duas, três...quantas vezes for e continuo achando que todas as crianças precisam conhecê-lo e quem sabe se apaixonarem por ele como eu.
Não saberia explicar, talvez porque a memória e a história são "achadas" de maneira tão doce e delicada de uma forma que só as crianças seriam capazes de criar e imaginar.

                                                                                         



O que sempre leio para mim....biografias


                         Amo a vida e como ela vai sendo tecida...a partir de escolhas que fazemos e deixamos de fazer, de amores vividos ou apreendidos da pele, da fala, do ser de tantos outros seres com os quais dividimos nossos sonhos e anseios. Como também amo a música, as biografias de grandes poetas musicais me são os mais caros.

Encontro 27/08/2013

Em nosso 13. encontro, observando as avaliações, os saberes, os avanços e as dificuldades enfrentadas em cada grupo, levantamos algumas propostas de trabalho (algumas que já realizamos e outras ainda que precisamos planejar com mais clareza) com o objetivo de alcançar progressos...

* proporcionar os reagrupamentos dentro da sala de aula;
* proporcionar os reagrupamentos entre salas do mesmo ano do ciclo;
* desenvolver pontualmente a produção de textos coletivos;
* promover a leitura por parte das crianças para os demais integrantes da turma;
* para aqueles que contam com o apoio de estagiários e/ou oficineiros do programa Mais Educação, promover o atendimento individual das crianças que precisam demonstrar avanços na capacidade de leitura com fluência e entendimento;
* elaborar sequencias de atividades específicas para cada agrupamento de saberes.



sábado, 24 de agosto de 2013

Encontro 20/08/2013

A ortografia não é meu forte...mas vejam só o que esta pessoa fez em cordel...
Para aqueles mais habilidosos ortograficamente, vejam o que acham!

A Ortografia em Cordel

Este cordel vai falar
De nossa ortografia
Que nos causa muita dúvida
E bastante agonia
Na hora de escrever
Palavras do dia-a-dia.

A palavra ortografia
Tem uma origem grega
Vem do radical “grafia”
E de “orto”, com certeza
Significa escrever
Correto e com beleza.

Para se escrever correto
Preste bastante atenção
Nas regrinhas ortográficas
Use-as com toda razão
Pesquise o dicionário
E tenha-o sempre à mão.

O H não representa
Nenhum som, nenhum fonema
É apenas uma letra
Que causa muito dilema
Vem da etimologia
Escrevê-la é um problema.

Usamos a letra H
Pra formar interjeição
Como: AH! IH! OH! e HUM! 
Expressando emoção
Cuidado pra NÃO ERRAR!
Use sempre a razão.

No início de palavras
Cuja tradição escrita
Ou a etimologia
Deixa a regra mais bonita
Escrevemos com H
Honesto, herói, habita.

Hábil, hálito, haver
Hibernar, habitação
Hambúrguer, habilidade
Harmonia, hesitação
Haras, harém e Hebreu
Cuidado, erre mais não!

No interior dos vocábulos
Não se usa o H
Exceto em alguns dígrafos
CH e LH
Archote, malha e ninho
Não esqueça o NH.

Palavras como cachaça,
Cachimbo, manha, mochila
Malha, batalha e aranha
Chave, espantalho, matilha
Apresentam sempre um dígrafo
Pra complicar a escrita.

Emprega-se a letra S
Nos sufixos -OSO/-OSA
Que indicam abundância
Horroroso e cheirosa
Fabulosa e amoroso
Formoso, também dengosa.

Nos sufixos -ÊS e -ESA
Também no sufixo -ISA
Como as palavras: francês
Milanesa e poetisa
Marquês, chinês e duquesa
Baronesa e profetisa.

Sempre depois de um ditongo
A letra S se insere
Coisa, faisão, mausoléu
Perceba e não mais erre
Cleusa, Sousa e maisena
É com S que se escreve.

As formas do verbo pôr
Também do verbo querer
Escrevem-se com um S
Pus, pusesse, pode crer
Quis, quisesse e quiser
Você não pode esquecer.

Sempre se escreve com S
Asa, surpresa, alisar
Através, brasa e crise
Deusa e catalisar
Empresa, gás, gasolina
Atrasar, uso e visar.

Emprega-se a letra Z
Nos sufixos –EZ e –EZA
Que formam substantivos
Abstratos como beleza
Insensatez, altivez
Magreza, também grandeza.

Deve se escrever com Z
Todo sufixo –IZAR
Formador de alguns verbos
Como hospitalizar
Mas cuidado, há exceção:
Analisar, pesquisar.

Sempre se escreve com Z
Amizade, luz, voraz
Arroz, atriz e baliza
Desprezo, feroz, cartaz
Giz, lazer e profetiza
Rodízio, xadrez, rapaz.

Nas terminações abaixo
-ÁGIO, -ÉGIO, -ÍGIO, -ÓGIO
Emprega-se a letra G
Como em pedágio e relógio
E na terminação -ÚGIO
Refúgio e necrológio.

Quando o substantivo
É terminado em -GEM
Você escreve com G
Coragem, vagem, vertigem
Cuidado com exceções
Pajem, lajem e lambujem.

Também se escrevem com G
Geada, gíria, gengiva
Herege, ligeiro e monge
Tigela, agir, ogiva
Tangerina e gengibre
Gesto, gigante e giba.

Sempre se escreve com J
Palavras lá do tupi
Jibóia, pajé, canjica
Tijuca, jaborandi
Jequitibá, jerimum
Jaçanã e jabuti.

Também se escreve com J
Berinjela, jiló, laje
Sarjeta e varejista
Gorjeta, canjica, traje
Jenipapo, jeito, loja
Encorajar e viaje.

Sempre depois dum ditongo
O X a gente escreve
Ameixa, queixo e faixa
É assim que se procede
Caixa, paixão e peixada
Cuidado! Nunca mais erre!

Depois da sílaba EN
No início da palavra
Também da sílaba ME
A letra X é usada
Enxoval e mexerica
Mexicano e enxada.

Cuidado, há exceção
Como as palavras citadas
Encher e seus derivados
Enchimento, encharcada
Mecha e seus derivados
Se liga, rapaziada.

Sempre se escreve com X
Bexiga e coaxar
Luxo, xarope, faxina
Engraxate e relaxar
Puxar, xampu e xerife
Xícara, luxo e xingar.

Devemos sempre escrever
Com as letras CH
Bochecha, broche, churrasco
Cartucheira e chutar
Cochicho, colcha, fachada
Salsicha, piche e rachar.

Palavras de origem árabe
Do tupi ou africana
Como açúcar, araçá
Caçula e muçulmana
Se escreve com C cedilha (Ç)
Paçoca e suçuarana.

Logo após algum ditongo
Como a palavra feição
Escrevemos a cedilha (Ç)
Louça, touça e eleição
Afeição, beiço e ouça
Iguaçu e Conceição.

Escrevemos SS
Nas palavras demissão
Assassino e assessor
Impressora e agressão
Expresso, cessão, cessante
Opressor e depressão.

A letra X apresenta
Os sons CH e S
Xarope, sexto e texto
CS, Z, SS
Sexo, exame e auxílio
Quem aprende não esquece.

Seja qual for sua dúvida
Procure o dicionário
Ele te ajudará
Te deixará informado
E sem dúvidas ortográficas
Até logo e obrigado.


de Carlos Soares da Silva
Cupira - PE - por correio eletrônico


Encontro 13/08/2013

Me lembro muito bem de ver minhas crianças durante o primeiro ano do Ciclo I em 2011, "brigando" por causa deste livro. O pobrezinho ao final do ano já tinha folhas soltas e estava bem usado....ainda bem.
Todo escrito em letras bastão, com um texto leve e engraçado, permitia as crianças aprimorar suas habilidades iniciais de leitura e criar novas combinações de troca que faziam os amigos rirem demais e tentar novas invencionices.
Sem dúvida, foi um dos elementos que permitiu a turminha adentrar pelo mundo das letras de uma forma bem feliz.
Depois de um certo tempo já tinham a história na ponta da língua.


Olhem só que beleza encontrei no youtube...


Publicado em 31/05/2012
Projeto Aquele Poema
Parafraseando os poemas: Você troca? Eva Furnari - Editora Moderna e Segredinhos de Amor - Perguntas e Respostas Cretinas - Elias José - Editora Moderna
Ilustração: Alunos do 4º ano
Escola Joca de Souza Oliveira
Professora: Gerlane Fernandes
Filme produzido por: José Carlos de Amorim -- NTE-07



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Encontro 30/07/2013

Rotina elaborada conjuntamente com a Professora Idalba

A rotina do cotidiano escolar deve elencar tantas outras possibilidade de trabalho, algumas demandas da própria S.M.E., outras para atender os conteúdos de diversos componentes curriculares, mas devemos saber articular todas estas demandas com aquelas vindas das necessidades de aprendizagens trazidas por nossas crianças.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Encontro 02/07/2013


MULHERES  DESDOBRÁVEIS?




COM LICENÇA POÉTICA - Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
- vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida, é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

sábado, 29 de junho de 2013

Encontro 25/06/2013

REGISTRO DE ATIVIDADE ELABORADA
NO 8⁰. ENCONTRO - PNAIC

PROFESSORA Simone Franco

3⁰. Ano B –Emef. Pe. José Narciso Vieira Ehrenberg

PARA ENTENDER ESTA ATIVIDADE

Uma das atividades realizadas quase que diariamente em minha sala é a disponibilização de diversos materiais de leitura, como leitura deleite ou como um momento onde amigos leitores ajudam aqueles que ainda estão vivendo o processo de aquisição da leitura, ao final da aula ou quando as crianças terminam suas atividades.

São caixas de gibis, caixas do PNAIC, caixas com livros/textos produzidos por nossa turma e caixas de diferentes gêneros literários produzidos por outras turmas que tive ao longo dos 12 anos que estou nesta escola.

Em um destes momentos uma das crianças encontrou as histórias pessoais de alunos de uma turma de 2⁰. Série que tive em 2006. Neste texto, simples e curto, as crianças descreviam o que julgaram importante contar sobre si mesmas e na capa (de um quarto de cartolina dobrado ao meio) havia um autorretrato feito pelas próprias crianças.

Este aluno muito interessado fez a leitura e compartilhou com outros amigos da sala e em grupo vieram me pedir para fazer também. Foi assim que começamos a desenvolver esta proposta.

Primeiramente fizeram em duplas (entre as crianças ou tendo a professora como escriba) uma lista de itens que gostariam que aparecesse no texto, como: nome, idade, escola, amigos, coisas que preferem em suas vidas, sonhos, coisas que os deixam alegres, etc.

Em um novo momento, também em duplas (somente entre as crianças), um aluno com mais habilidade na escrita, registrava o texto do amigo que ditava a partir da lista feita anteriormente. Esta etapa levou um tempo maior e foi interrompida pela greve dos servidores municipais.

Na volta as aulas e com os textos produzidos as crianças se dedicaram a digitá-los na sala de informática.

Minha ideia era então proporcionar momentos de revisão e reescrita dos textos, entre as crianças, tendo a professora como escriba e com auxílio dos oficineiros do + Educação, o que veio de encontro com a proposta de atividade elaborada no curso do Pnaic pelas professoras de 3⁰. Ano – a reescrita de um texto.

As crianças foram organizadas em duplas, sendo uma leitora fluente e a outra em processo de aquisição. A proposta foi que ao ler o texto, fossem observadas diferentes questões: o que deveria ser alterado na escrita de palavras, no espaço entre elas, na utilização de pontos e parágrafos e outros detalhes que julgassem necessários.

Nem todas as duplas chegaram a completar a atividade, devido ao tempo e por ser uma atividade que exige uma atenção constante e alguns acabam se cansando. Em outros casos, observei que precisavam da mediação de um adulto mais pontualmente, como estava sozinha durante a realização da proposta, deixamos para terminar a revisão/reescrita em outro momento.





 Kauê agora apresenta uma hipótese silábico-alfabética de escrita, mas no início do ano, recém chegado das férias, ainda se mostrava muito inseguro para colocar suas hipóteses por escrito. Portanto, durante a escrita da lista, atuei como mediadora da escrita e da elaboração das ideias.






No entanto, durante a primeira escrita e a revisão conseguiu participar mais ativamente, tendo uma colega da turma (que geralmente faz parceria com ele durante as atividades que exigem esta organização) como escriba de seu texto a partir do que quis contar.

É importante observar que durante a escrita da lista, após terminarmos os itens, Kauê começou a respondê-los como se fosse um questionário, em seguida no primeiro texto, a lista de palavras se transforma em uma lista de frases e apenas com a revisão/reescrita é que chegamos ao texto mais formatado, tendo a mediação da professora apenas para a escolha e colocação de parágrafos.



João é um aluno que está alfabético desde o começo do ano, fez sua lista sozinho, tendo liberdade para descartar itens que em um segundo momento não quis colocar em seu texto.

Consegue produzir uma escrita cursiva, mas alterna seu uso quando sua atenção está mais voltada para o que escrever e como melhorar seu texto.

Diferentemente do Kauê que teve uma amiga como interlocutora, João ao produzir sozinho seu texto ficou dedicado apenas a correção ortográfica, de concordância e na utilização do parágrafo, já Kauê conseguiu acrescentar novas informações ao seu texto a partir da mediação de sua parceira de dupla.





Pretendo retomar a revisão/reescrita dos textos em um momento que puder contar com outros adultos em sala de aula, para em seguida podermos fazer as correções nos textos digitados na sala de informática, levando ao produto final de cada história pessoal com seus correspondentes autorretratos.


sábado, 22 de junho de 2013

Encontro 18/06/2013

A partir da lição de casa proposta no encontro...


Realizar um ditado de uma lista de palavras de mesmo campo semântico e com diferentes quantidades e tipos de sílabas, para diagnosticar os níveis de escrita dos alunos; trazer as sondagens e o mapa com as hipóteses de escrita dos alunos de sua turma para discutir as dúvidas.


Para o 3º ano: trazer uma pequena produção de texto(sondagem de hipotese de escrita voltada para a reflexão da hipótese de escrita), identificando a hipótese de  escrita do aluno.

Optei por realizar as duas atividades e foi um momento bem feliz. Expliquei para as crianças que assim como elas, eu também estudo, porque desejo sempre aprender mais e ser uma professora melhor. Disse então que minha professora havia me dado uma lição de casa e que para realizá-la precisaria da ajuda de todos.

Como estamos pesquisando algumas questões acerca do Sistema Solar e fomos há pouco tempo visitar o planetário de Campinas, comecei a atividade dizendo que minha professora achou muito interessante nossa pesquisa e que ela sabia muito pouco sobre o assunto, sendo assim, cada um poderia escrever um texto com as informações que já pesquisamos e deixando livre a escolha do que seria registrado a partir deste assunto.

Fiquei impressionada com o entusiasmo, dedicação e capricho no desenvolvimento da atividade de cada um deles, mesmo daqueles que ainda necessitam de uma mediação para organizar a escrita.

Demonstraram um cuidado e preocupação em deixar "a minha professora" satisfeita com as informações que colocavam no papel, ilustrando em seguida com muita atenção.

Apenas posso concluir que foi uma atividade muito prazerosa para mim e para cada um deles. A atividade com finalidade, com sentido de ser feita ultrapassou a proposta inicial da lição de casa de termos uma simples sondagem da escrita.

"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa."

"A importância do ato de ler: em três artigos que se completam", São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989, p. 39


terça-feira, 28 de maio de 2013

Encontro 21/05/2013

Síntese do texto: “Capítulo 15 – Formas de Organização do Trabalho Pedagógico” – pág.87 a 94 das Diretrizes Curriculares da Educação Básica para o Ensino Fundamental

A organização do trabalho pedagógico exige um conhecimento prévio de qual é a função da escola e do trabalho docente, para quem ensinamos, para que planejamos, entendendo o ponto de partida e não perdendo o foco de onde queremos chegar, destacando a necessidade de fazê-lo de modo integrado e articulado entre os atores da comunidade escolar.
Cabe a rede pública de ensino garantir que existam espaços e tempos comuns de planejamento e avaliação do trabalho pedagógico dentro e fora das unidades escolares, e aos membros da equipe gestora que esta articulação e integração aconteçam. 
O planejamento escolar deve ocorrer de forma ininterrupta, pois se trata de um processo de reflexão e de escolhas permanentes, portanto podemos avaliá-lo e reformulá-lo a partir de todo o conhecimento que temos dos problemas e necessidades da comunidade, bem como e principalmente, dos conhecimentos e necessidades trazidas pelas crianças para a sala de aula e diferentes espaços educacionais. 
Uma das formas de identificar estes conhecimentos pode ocorrer no início do ano com a realização de uma avaliação diagnóstica elaborada com o objetivo de conhecer o que as crianças já sabem, para que o grupo de professores defina o ponto de partida de trabalho e quais conteúdos serão priorizados para cada turma. 
A medida que a relação entre o professor e a criança vai se estabelecendo e novos conhecimentos a respeito de suas necessidades e desejos de aprendizagem vão se esclarecendo, é necessário que o planejamento do trabalho pedagógico se organize de forma semanal, definindo os conteúdos, a frequência com que serão trabalhados e a forma didática para desenvolvê-lo. 
Existem diferentes formas de se organizar o trabalho pedagógico e a autonomia de escolha do professor deve respeitar os princípios colocados no Projeto Pedagógico da Escola e nas Diretrizes Curriculares estabelecidas pela rede pública de ensino. Uma das formas de se pensar o trabalho pedagógico é aproximando atividades que envolvam princípios de emancipação humana e práticas de ensinar e aprender, contemplando a todas as crianças e atendendo as necessidades distintas de cada uma. 
Sem negar as especificidades e objetivos de cada componente curricular é preciso encontrar pontos de articulação entre eles, para que se promova a interdisciplinaridade e que superemos a fragmentação do conhecimento. O trabalho com a metodologia de projetos permite a articulação das disciplinas, segundo a intenção, o planejamento e a condução dos professores. 
O projeto busca um problema eixo a partir do qual diferentes informações e questões são elaboradas para chegarem a um tema de estudo e entendimento por parte das crianças. Nele todas as crianças podem participar, pois podem realizar atividades de forma coletiva ou tarefas nas quais se destacam, como um desenho, uma entrevista ou através da mediação de um colega que lê e escreve por ele, como também através da mediação do professor que ouve o que a criança fala, pergunta, lê ou escreve. 
Outra forma de organização do trabalho pedagógico é o projeto de letramento que considera quais os saberes sobre leitura e escrita exigidos nas práticas sociais que as crianças já possuem e quais ainda precisam saber para estarem inseridas no uso de diferentes gêneros textuais, fazendo uso da leitura e da escrita para compreender e aprender aquilo que for relevante para o desenvolvimento e a realização de um projeto, por exemplo, e não apenas com o objetivo de ler para aprender a ler e de escrever para aprender a escrever. 
É possível ainda destacar dentro do trabalho pedagógico outras formas distintas de organização, como: a pesquisa, que dá margem ao desenvolvimento de uma criança e de um professor pesquisador para além da mera curiosidade, mas exercendo o papel de produtores e construtores de conhecimento; atividades sequenciais, que promovem uma aprendizagem específica, continua e articulada entre conteúdos sem a necessidade de realizar um produto final; atividades permanentes, que realizadas com uma certa frequência permitem o desenvolvimento de atitudes, valores e de ações de como fazer algo; livros didáticos, que funcionam como suporte para o trabalho pedagógico; atividades coletiva, que permitem a reorganização da turma em agrupamentos produtivos – duplas ou grupos – possibilitando o desenvolvimento de atividades diversificadas que atendam às necessidades de cada agrupamento; atividades lúdicas, que trazem à tona o prazer de aprender, o uso ativo da imaginação e criação das crianças. 
Por fim, é importante ressaltar que as diretrizes concebem que é fundamental aos professores assumirem a intencionalidade de seu trabalho e das escolhas inerentes ao planejamento e a organização do trabalho pedagógico, assim como, defendem o rompimento com formas de trabalho que isolem cada professor em sua sala de aula, nos desafia a construir práticas mais solidárias, capazes de fortalecer professores e crianças confiantes em suas capacidades de ensinar e aprender, reconhecendo-se em todo seu potencial humano.

sábado, 18 de maio de 2013

Encontro 14/05/2013

A partir da leitura do livro da Ruth Rocha - "O menino que aprendeu a ver" - feito pela Ítala e pela Dani em nosso encontro, resolvi compartilhar com vocês o registro que fiz de uma cena acontecida em minha sala de aula na semana passada.
Era um momento de realização de uma atividade em duplas, duas meninas "Samanta e Mariana" se ajudavam para fazer um caça-palavras. Eu estava no fundo da sala fazendo algumas avaliações individuais com outras crianças, mas por um momento consegui parar e observar o que acontecia.
Mariana é uma menina mais autônoma que já lê muito bem, Samanta é uma menina muito tímida, chegou na escola no 2. Ano e entrou em nossa turma em 2013, sendo uma das crianças que repetiram o 3. Ano. 
Observava o diálogo:
M - Samanta, a palavra é AREIA, pensa, com que letra começa?
S - Com A.
M - Isso mesmo, e depois vem o RE, que letra a gente usa pra fazer o RE.
E em meio ao silêncio de Samanta, Maria fala:
M - É o R e ooooo.....?
S - É o R e o E.
Observei esta conversa entre as meninas durante um certo tempo e estas intervenções que Mariana fazia foram acontecendo também em outras palavras. Após terminar a atividade, Mariana correu até a mesa onde eu estava e com um largo sorriso de satisfação, me disse:
M - Pro, a gente já terminou a folhinha e a Samanta já tá sabendo colocar as vogais sozinha.