Síntese do texto: “Capítulo 15 – Formas de Organização do Trabalho Pedagógico” – pág.87 a 94 das Diretrizes Curriculares da Educação Básica para o Ensino Fundamental
A organização do trabalho pedagógico exige um conhecimento prévio de qual é a função da escola e do trabalho docente, para quem ensinamos, para que planejamos, entendendo o ponto de partida e não perdendo o foco de onde queremos chegar, destacando a necessidade de fazê-lo de modo integrado e articulado entre os atores da comunidade escolar.
Cabe a rede pública de ensino garantir que existam espaços e tempos comuns de planejamento e avaliação do trabalho pedagógico dentro e fora das unidades escolares, e aos membros da equipe gestora que esta articulação e integração aconteçam.
O planejamento escolar deve ocorrer de forma ininterrupta, pois se trata de um processo de reflexão e de escolhas permanentes, portanto podemos avaliá-lo e reformulá-lo a partir de todo o conhecimento que temos dos problemas e necessidades da comunidade, bem como e principalmente, dos conhecimentos e necessidades trazidas pelas crianças para a sala de aula e diferentes espaços educacionais.
Uma das formas de identificar estes conhecimentos pode ocorrer no início do ano com a realização de uma avaliação diagnóstica elaborada com o objetivo de conhecer o que as crianças já sabem, para que o grupo de professores defina o ponto de partida de trabalho e quais conteúdos serão priorizados para cada turma.
A medida que a relação entre o professor e a criança vai se estabelecendo e novos conhecimentos a respeito de suas necessidades e desejos de aprendizagem vão se esclarecendo, é necessário que o planejamento do trabalho pedagógico se organize de forma semanal, definindo os conteúdos, a frequência com que serão trabalhados e a forma didática para desenvolvê-lo.
Existem diferentes formas de se organizar o trabalho pedagógico e a autonomia de escolha do professor deve respeitar os princípios colocados no Projeto Pedagógico da Escola e nas Diretrizes Curriculares estabelecidas pela rede pública de ensino. Uma das formas de se pensar o trabalho pedagógico é aproximando atividades que envolvam princípios de emancipação humana e práticas de ensinar e aprender, contemplando a todas as crianças e atendendo as necessidades distintas de cada uma.
Sem negar as especificidades e objetivos de cada componente curricular é preciso encontrar pontos de articulação entre eles, para que se promova a interdisciplinaridade e que superemos a fragmentação do conhecimento. O trabalho com a metodologia de projetos permite a articulação das disciplinas, segundo a intenção, o planejamento e a condução dos professores.
O projeto busca um problema eixo a partir do qual diferentes informações e questões são elaboradas para chegarem a um tema de estudo e entendimento por parte das crianças. Nele todas as crianças podem participar, pois podem realizar atividades de forma coletiva ou tarefas nas quais se destacam, como um desenho, uma entrevista ou através da mediação de um colega que lê e escreve por ele, como também através da mediação do professor que ouve o que a criança fala, pergunta, lê ou escreve.
Outra forma de organização do trabalho pedagógico é o projeto de letramento que considera quais os saberes sobre leitura e escrita exigidos nas práticas sociais que as crianças já possuem e quais ainda precisam saber para estarem inseridas no uso de diferentes gêneros textuais, fazendo uso da leitura e da escrita para compreender e aprender aquilo que for relevante para o desenvolvimento e a realização de um projeto, por exemplo, e não apenas com o objetivo de ler para aprender a ler e de escrever para aprender a escrever.
É possível ainda destacar dentro do trabalho pedagógico outras formas distintas de organização, como: a pesquisa, que dá margem ao desenvolvimento de uma criança e de um professor pesquisador para além da mera curiosidade, mas exercendo o papel de produtores e construtores de conhecimento; atividades sequenciais, que promovem uma aprendizagem específica, continua e articulada entre conteúdos sem a necessidade de realizar um produto final; atividades permanentes, que realizadas com uma certa frequência permitem o desenvolvimento de atitudes, valores e de ações de como fazer algo; livros didáticos, que funcionam como suporte para o trabalho pedagógico; atividades coletiva, que permitem a reorganização da turma em agrupamentos produtivos – duplas ou grupos – possibilitando o desenvolvimento de atividades diversificadas que atendam às necessidades de cada agrupamento; atividades lúdicas, que trazem à tona o prazer de aprender, o uso ativo da imaginação e criação das crianças.
Por fim, é importante ressaltar que as diretrizes concebem que é fundamental aos professores assumirem a intencionalidade de seu trabalho e das escolhas inerentes ao planejamento e a organização do trabalho pedagógico, assim como, defendem o rompimento com formas de trabalho que isolem cada professor em sua sala de aula, nos desafia a construir práticas mais solidárias, capazes de fortalecer professores e crianças confiantes em suas capacidades de ensinar e aprender, reconhecendo-se em todo seu potencial humano.
Cabe a rede pública de ensino garantir que existam espaços e tempos comuns de planejamento e avaliação do trabalho pedagógico dentro e fora das unidades escolares, e aos membros da equipe gestora que esta articulação e integração aconteçam.
O planejamento escolar deve ocorrer de forma ininterrupta, pois se trata de um processo de reflexão e de escolhas permanentes, portanto podemos avaliá-lo e reformulá-lo a partir de todo o conhecimento que temos dos problemas e necessidades da comunidade, bem como e principalmente, dos conhecimentos e necessidades trazidas pelas crianças para a sala de aula e diferentes espaços educacionais.
Uma das formas de identificar estes conhecimentos pode ocorrer no início do ano com a realização de uma avaliação diagnóstica elaborada com o objetivo de conhecer o que as crianças já sabem, para que o grupo de professores defina o ponto de partida de trabalho e quais conteúdos serão priorizados para cada turma.
A medida que a relação entre o professor e a criança vai se estabelecendo e novos conhecimentos a respeito de suas necessidades e desejos de aprendizagem vão se esclarecendo, é necessário que o planejamento do trabalho pedagógico se organize de forma semanal, definindo os conteúdos, a frequência com que serão trabalhados e a forma didática para desenvolvê-lo.
Existem diferentes formas de se organizar o trabalho pedagógico e a autonomia de escolha do professor deve respeitar os princípios colocados no Projeto Pedagógico da Escola e nas Diretrizes Curriculares estabelecidas pela rede pública de ensino. Uma das formas de se pensar o trabalho pedagógico é aproximando atividades que envolvam princípios de emancipação humana e práticas de ensinar e aprender, contemplando a todas as crianças e atendendo as necessidades distintas de cada uma.
Sem negar as especificidades e objetivos de cada componente curricular é preciso encontrar pontos de articulação entre eles, para que se promova a interdisciplinaridade e que superemos a fragmentação do conhecimento. O trabalho com a metodologia de projetos permite a articulação das disciplinas, segundo a intenção, o planejamento e a condução dos professores.
O projeto busca um problema eixo a partir do qual diferentes informações e questões são elaboradas para chegarem a um tema de estudo e entendimento por parte das crianças. Nele todas as crianças podem participar, pois podem realizar atividades de forma coletiva ou tarefas nas quais se destacam, como um desenho, uma entrevista ou através da mediação de um colega que lê e escreve por ele, como também através da mediação do professor que ouve o que a criança fala, pergunta, lê ou escreve.
Outra forma de organização do trabalho pedagógico é o projeto de letramento que considera quais os saberes sobre leitura e escrita exigidos nas práticas sociais que as crianças já possuem e quais ainda precisam saber para estarem inseridas no uso de diferentes gêneros textuais, fazendo uso da leitura e da escrita para compreender e aprender aquilo que for relevante para o desenvolvimento e a realização de um projeto, por exemplo, e não apenas com o objetivo de ler para aprender a ler e de escrever para aprender a escrever.
É possível ainda destacar dentro do trabalho pedagógico outras formas distintas de organização, como: a pesquisa, que dá margem ao desenvolvimento de uma criança e de um professor pesquisador para além da mera curiosidade, mas exercendo o papel de produtores e construtores de conhecimento; atividades sequenciais, que promovem uma aprendizagem específica, continua e articulada entre conteúdos sem a necessidade de realizar um produto final; atividades permanentes, que realizadas com uma certa frequência permitem o desenvolvimento de atitudes, valores e de ações de como fazer algo; livros didáticos, que funcionam como suporte para o trabalho pedagógico; atividades coletiva, que permitem a reorganização da turma em agrupamentos produtivos – duplas ou grupos – possibilitando o desenvolvimento de atividades diversificadas que atendam às necessidades de cada agrupamento; atividades lúdicas, que trazem à tona o prazer de aprender, o uso ativo da imaginação e criação das crianças.
Por fim, é importante ressaltar que as diretrizes concebem que é fundamental aos professores assumirem a intencionalidade de seu trabalho e das escolhas inerentes ao planejamento e a organização do trabalho pedagógico, assim como, defendem o rompimento com formas de trabalho que isolem cada professor em sua sala de aula, nos desafia a construir práticas mais solidárias, capazes de fortalecer professores e crianças confiantes em suas capacidades de ensinar e aprender, reconhecendo-se em todo seu potencial humano.
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