A partir da leitura do livro da Ruth Rocha - "O menino que aprendeu a ver" - feito pela Ítala e pela Dani em nosso encontro, resolvi compartilhar com vocês o registro que fiz de uma cena acontecida em minha sala de aula na semana passada.
Era um momento de realização de uma atividade em duplas, duas meninas "Samanta e Mariana" se ajudavam para fazer um caça-palavras. Eu estava no fundo da sala fazendo algumas avaliações individuais com outras crianças, mas por um momento consegui parar e observar o que acontecia.
Mariana é uma menina mais autônoma que já lê muito bem, Samanta é uma menina muito tímida, chegou na escola no 2. Ano e entrou em nossa turma em 2013, sendo uma das crianças que repetiram o 3. Ano.
Observava o diálogo:
M - Samanta, a palavra é AREIA, pensa, com que letra começa?
S - Com A.
M - Isso mesmo, e depois vem o RE, que letra a gente usa pra fazer o RE.
E em meio ao silêncio de Samanta, Maria fala:
M - É o R e ooooo.....?
S - É o R e o E.
Observei esta conversa entre as meninas durante um certo tempo e estas intervenções que Mariana fazia foram acontecendo também em outras palavras. Após terminar a atividade, Mariana correu até a mesa onde eu estava e com um largo sorriso de satisfação, me disse:
M - Pro, a gente já terminou a folhinha e a Samanta já tá sabendo colocar as vogais sozinha.
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